quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Rock in Rio 2013 - Contagem Regressiva

Foi dada a largada para a temporada de reclamações, contestações, abaixos-assinados e especulações que antecedem o Rock in Rio! Já temos três nomes de peso (sem trocadilhos, por favor) confirmados: Iron Maiden, Metallica e Bruce Springsteen, além do Sepultura. E rolam os boatos sobre AC/DC (tomara, tomara, tomara!), The Cure (ainda existe?!) e outros nomes tão díspares e inusitados quanto.

O que eu penso disso tudo? Bem, pra começar, achei ótima a inclusão de Bruce “The Boss” Springsteen. As pessoas precisam entender que o nome do festival é ROCK IN RIO e não “Metal in Rio” ou “Bangers in Rio”. Sendo ROCK AND ROLL, pra mim é válido. Pra cada Springsteen que vem, é uma Adele ou Claudia Leite a menos no line up. Quanto mais o Rock in Rio fizer jus ao seu nome, melhor vai ser para nós todos, com cada vez menos pop-lixo e trios elétricos.

Outro ponto: tem que chamar bandas ditas “mainstream” SIM! O povo quer ver os seus ídolos e é inegável que Maiden e Metallica tem uma legião considerável de fãs. E ninguém está ali pra fazer caridade, o festival visa ganhar dinheiro. Podiam trazer umas bandas um pouco mais “lado B”? Até podem, na verdade, DEVEM. Desde que - sempre! - tenham um headliner monstro para garantir que a galera vai lotar aquilo lá e fazer o evento continuar viável. E desde que haja também algum tipo de pesquisa de mercado. Nada pessoal, mas o que eram Gloria e Coheed and Cambria, na edição passada? Isso está longe de ser “mainstream”, e na minha modesta opinião, longe também de ser o supra sumo da qualidade do rock mundial...

Atenção - NÃO ESTOU DEFENDENDO a organização do Festival, muito pelo contrário. A produção de um evento que se diz “de rock” e que chama coisas do naipe da baiana fake Claudia Leite (que ainda se deu ao luxo de ofender os rockeiros em geral), Britney Spears, Sandy e Junior e afins não merece defesa alguma. Mas há que se ver o lado bom da coisa, “always look at the bright side of life”, já cantava Eric Idle em “A Vida de Brian”, clássico filme dos humoristas ingleses do grupo Monty Python.

Em todas as edições, o dia do Metal é o primeiro (quando não o único) a ser “sold out”. E em todas as vezes, mais notadamente em 2001, a realização do festival acabou dando um gás na produção local de eventos, colocando a roda do underground para girar mais rápido e trazendo uma nova empolgação à cena e aos fãs do gênero. Se essa empolgação dura e se a galera faz as coisas direito, aí já é outra conversa...

E não vai ter axézeiro, chicleteiro, Restart, Rebelde ou qualquer outra porcaria que o Sr. Medina invente de chamar, que me faça deixar de ver pela sexta vez o Iron Maiden, que é uma das três bandas mais importantes da minha vida (junto com Queen e Beatles). Se vier mais gente boa para a festa, como o AC/DC, que nunca vi ao vivo e tenho loucura pra assistir, ou o Def Leppard e o Megadeth, como andaram especulando (e que eu também quero muito ver), melhor ainda, vou mais feliz!!

Keep on rocking!!

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