terça-feira, 4 de setembro de 2012

#Across The Universe [2] - Um dia em Liverpool (pt.4)

Penny Lane, um capítulo à parte.

 
A música "Penny Lane", do álbum "Magical Mistery Tour", apesar de muitos teóricos da conspiração buscarem significados ocultos, nada mais é do que o relato de um garoto sobre o que ele via na vizinhança. Trata-se de uma rua, perto do local onde John Lennon morou quando criança, e onde ele e Paul se encontravam para pegar ônibus para o centro da cidade, quando adolescentes. Nos anos 60, muitas linhas de ônibus tinham seu ponto final ali, sendo assim, era comum ver viaturas com "Penny Lane" no letreiro por toda a cidade.

"Penny lane there is a barber showing photographs
Of every head he´s had the pleasure to have known
And all the people that come and go
Stop and say hello..."

 
A tal barbearia existia mesmo, e existe até hoje, funcionando normalmente! Seus donos se orgulham da menção ao estabelecimento em uma das músicas mais conhecidas dos Fab Four, e fazem questão de colocar na vitrine uma placa informando o fato, com a foto da banda e tudo. Dentro, funcionários muito simpáticos e muitas fotos antigas na parede - exatamente como na letra! Só que agora as fotos incluem seus fregueses mais famosos...

"Behind the shelter in the middle of the roundabout
The pretty nurse is selling poppies from a tray
And though she feels as if she´s in a play
She is anyway..."


Bem perto fica também o abrigo, no meio de uma rotatória, que servia de ponto final para todas as linhas de ônibus, como já foi dito - era o "shelter in the middle of the roundabout"! Antigamente, placas de rua com o nome "Penny Lane" eram alvo constante de turistas e fãs dos Beatles, que as roubavam para levar como recordação, e tinham que ser repostas. Depois de um tempo, a prefeitura simplesmente desistiu e passou a pintar o nome da rua nas paredes dos prédios. A partir de 2007, no entanto, a administração da cidade voltou atrás e passou a colocar placas mais "resistentes" a roubo (mas mesmo assim, uma ou outra ainda some, de vez em quando).

Keep on rocking!

domingo, 2 de setembro de 2012

Sobre o barraco do Queensrÿche...

Eu acho uma pena quando uma banda boa, que eu ouço desde a minha adolescência, acaba. E quando ela não acaba, mas se divide e fica rendendo mais barraco do que música, aí é de chorar. Lamentável a situação em que se encontra o Queensrÿche: de um lado, o sensacional cantor Geoff Tate, cuja voz é marca registrada dos trabalhos que eles lançaram até hoje, do outro o resto da galera (Michael Wilton, Eddie Jackson, Scott Rockenfield e Parker Lundgren). Tate surtou, chegou ao ponto de tentar esfaquear o batera Scott Rockenfield na passagem de som para o show em SP, em abril último. Em um vídeo de outra apresentação, pode-se ver o vocalista cuspindo em direção ao batera, em pleno show.

Ele alega que foi traído pelos ex(?)-colegas, que planejaram demiti-lo e já tinham até escolhido seu substituto, tudo isso pelas suas costas. Ao mesmo tempo, dava declarações de que já tinha material novo para gravar e excursionar em 2013 com o Queensryche, e também que "2012 seria dedicado por todos a seus projetos paralelos". Em seguida a banda anuncia a saída de Tate pelas famosas "divergências criativas" e dá o nome do novo vocalista, Todd La Torre, anteriormente à frente do Crimson Glory.

Eis que agora Tate apresenta "o novo Queensrÿche", com Rudy Sarzo (ele está em todas!), Bobby Blotzer, Glen Drover, Kelly Gray e Randy Gane, enquanto os antigos colegas também mantém o nome Queensrÿche... E agora? Quem tem a razão nesse imbroglio todo? Com quem fica o nome? Segundo comunicado dos músicos do "Queensryche original", se é que podemos chamar assim, o acesso deles ao site da banda, Facebook e afins foi bloqueado, numa típica guerrinha de mimimi adolescente.

É simplesmente PATÉTICO ver adultos, profissionais, que têm um nome construído com muitos anos de estrada, se comportando assim. Mais triste ainda é ver artistas desse nível chamarem a atenção mais pela baixaria do que pela música. A verdade é que a banda já não rendia mais o mesmo desde a saída do guitarrista original e principal compositor Chris de Garmo no final dos anos 90, mas ainda assim fazia um som digno de respeito, ao longo de 30 anos de carreira. Muito difícil avaliar sem conhecer pessoalmente os envolvidos, mas parece que realmente Geoff Tate está acometido do mesmo tipo de "surto" que levou, em 2004, Timo Tolkki a fingir ter sido esfaqueado, urinar no tecladista da banda, acabar com o Stratovarius e depois voltar atrás, chamar uma mulher esquisita para ser a vocalista e depois ficar tudo por isso mesmo. A pergunta é: será que neste caso também vai acabar ficando tudo por isso mesmo, vão todos sair para comer uma bela pizza e fazer as pazes? Ou será que é mesmo o fim da linha para o Queensryche como nós conhecemos, com o vozeirão espetacular e inconfundível de Tate à frente?

Só o tempo dirá... Enquanto isso, fica aí um som para lembrar os bons tempos e fechar bem o domingo.



Keep on rocking!