quarta-feira, 25 de julho de 2012

Viper @ Teatro Rival (RJ) - 10/07/12

Muito se falou e especulou sobre essa reunião do Viper, para uma turnê de 25 anos do lançamento do álbum "Soldiers of Sunrise". Vão voltar? Não vão voltar? André Mattos vai largar a carreira solo? Yves Passarell vai largar o Capital Inicial? Eles ainda tem gás?...

Eu já acho que melhor que especular é ir lá conferir. Eu fui e não me arrependo. Preço antecipado viável (R$50,00), local de fácil acesso e olhaí! Evento "sold out"! Não é que é possível?? E com uma platéia bem diferente da dos shows costumeiros, galera mais "old school", muitos indo direto do trabalho pois o show foi numa terça. Inclusive, taí um bom ponto para começar: o horário também era bem tranquilo para meio de semana, e o show começou praticamente na hora, se atrasou 15 minutos, foi muito.

Particularmente, me agradou muito que o show cobrisse apenas os 2 primeiros trabalhos do Viper, pois são os que eu gosto. Fora disso, só uma música ou outra do Evolution e depois eu não me interessei mais em acompanhar (ok, atenção, é apenas a minha opinião!!). Só não precisava ter sido tudo tão arrumadinho, tocaram primeiro o "Soldiers", músicas praticamente na ordem do disco (acho que só trocaram duas de lugar), depois intervalo, depois o "Theatre of Fate", etc. Se misturassem mais e a galera ficasse na expectativa do que vem depois teria sido mais bacana.


Mas vamos parar de reclamar, o show foi muito bom! Respondendo a algumas das perguntas do início: sim, eles ainda tem gás, ainda que não sejam mais crianças (e nem nós, hahaha), ainda sabem muito bem o que estão fazendo ali. E não, Yves Passarell não largou o Capital Inicial e nem veio com a banda, o músico só fez participações eventuais em SP. Hugo Mariutti o substituiu com competência.

Extremamente simpáticos, os músicos do Viper ganharam a platéia logo de cara, e o povo estava MUITO animado, todo mundo sabia tudo de cor, a ponto do André deixar a galera cantar "Living For The Night" praticamente sozinha. Rodas foram abertas na maioria das músicas. Pit Passarell ganhou vários corinhos de "Pit, Pit, Pit, Pit" e roubou a cena várias vezes, meio doidão mas muito carismático. André também conversava com a platéia e acabou se alongando demais em alguns momentos, mas o fato acabou virando piada entre o público e ninguém se irritou por isso.


Foi uma grande noite, do tempo em que Metal não tinha subdivisões, sub-estilos, sub-vertentes... Um pouco antes do final da primeira parte, André começou a contar sobra a primeira demo deles, a primeira música que gravaram, e omo o resultado final ficou tosco. A boa história serviu de introdução para "HR", e então se abriu a maior e mais demorada roda da noite. No intervalo do show, um documentário de uns 20 minutos contando a história da banda foi muito interessante, com depoimentos dos integrantes, produtores e ex-membros.

Quando acabou o repertório do "Theatre of Fate", e consequentemente a segunda parte do show, a banda saiu do palco deixando todo mundo curioso sobre o que seria tocado no bis. Não chegou a ser uma grande surpresa, voltaram com "Evolution" e "Rebel Maniac", do álbum também chamado "Evolution", trabalho que já não contou com André Mattos na formação do Viper. E fecharam com uma boa cover de "We Will Rock You" (Queen), confirmando o que eu comentei no meu post anterior, que as coisas boas são eternas! ;-)

Saí de lá satisfeita, pois finalmente pude ver o Viper ao vivo, e com uma sensação boa de ter voltado no tempo, nem que fosse só por duas horas e meia. Se eles vão voltar? Não sei, e acho pouco provável. A turnê comemorativa vai render um CD e um DVD, e acho que pára por aí. É pena, pois eles ainda teriam lenha para queimar, a julgar pela apresentação feita.

Keep on rocking!!

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