segunda-feira, 30 de julho de 2012

#Across The Universe [1] - Mr. Big @ London (20/09/11)

Muito chique, não? Eu e Marido assistimos a um show do Mr. Big em Londres!

Durante nossas férias do ano passado, em nossa tão longamente planejada viagem, conseguimos achar um show bacana para ir. Afinal, seria uma pena ir a Londres e não assistir NENHUM show de rock... Pesquisando com antecedência, encontramos essa data do Mr. Big, que eu particularmente adoro, no O2 Shepherd's Bush Empire, e adquirimos os tickets pela internet, imprimimos e levamos bem guardadinhos na nossa mala. Sabiam que lá fora, se você comprar pela internet paga-se MAIS BARATO? Claro, você não está onerando a empresa em nada, não usa as instalações deles, não requer um funcionário prestando atendimento, nem mesmo o papel e a tinta deles você vai gastar, pois vai imprimir na sua casa.

O O2 Shepherd's Bush Empire é uma casa de shows de médio porte, mas muito bonita e confortável, além de organizada. Chegar lá também foi uma tranquilidade, afinal Londres tem 14 linhas de metrô, ônibus circulando o tempo todo, tudo mapeado, sinalizado e bem definido. Igualzinho aqui, né? (NOT!) Pontualidade britânica (literalmente, rsrs) na abertura da casa e no início do show, mas foi melhor comer e beber do lado de fora antes, porque era mais barato. Pelo jeito, isso é igual em qualquer lugar do mundo...

Fomos eu, Marido e mais um casal de amigos. Encontramos lá um público bem mais velho do que costumamos ver por aqui. Para muitos, pareceria que o público inglês é frio, já eu diria que eles são mais comedidos nas demonstrações, mas igualmente entusiasmados. E sabem QUEM estava lá?... Brian May! É, esse mesmo, o lendário guitarrista do Queen! Foi lá, como qualquer mortal que gosta de um bom show de rock, assistiu calmamente e depois ainda escreveu em seu site oficial um elogio à banda. O site Whiplash publicou o comentário feito por May:

"Estive no Shepherds Bush Empire (Londres) no último dia 20 para ver o Mr. Big. Que banda incrível! Músicos sensacionais. Só os tinha visto anteriormente através do YouTube, mas conheço o material antigo. Fiquei embasbacado. Ao vivo, o fogo, a habilidade e a precisão são ainda maiores. Sorri o tempo inteiro. Poderia praticar até 2020 e ainda assim não conseguiria tocar como Paul Gilbert. Magnífico. Se você tiver a chance de vê-los na atual turnê, não deixe passar. Uma banda de rock de verdade, com músicos em seu máximo. Não tem como ser melhor".

Pessoalmente eu fiquei um pouco frustrada quando soube, dias depois, que estive no mesmo local que um dos meus ídolos, na mesma hora, e não dei a sorte de esbarrar com ele... Mas tudo bem! O que importa é que assisti a um SHOWZAÇO!

Com a formação original reunida (Eric Martin, Paul Gilbert, Billy Sheehan e Pat Torpey), a banda abriu o show com a famosa "música da furadeira elétrica", "Daddy, Brother, Lover, Little Boy", pra mostrar logo que não estava para brincadeira. Mesmo já tendo mais de 20 anos, essa música não soa datada, e nem o som deles, de modo geral. Martin continua cantando muito, Gilbert parece estar tocando ainda melhor do que no início da banda, se isso for possível. Sheehan é por si só uma lenda do rock, e fecha com muita competência a cozinha com Torpey.

E foi uma paulada atrás da outra, nunca esquecendo dos eternos sucessos "Green-Tinted Sixties Mind" (uma das músicas mais "fofas" de todos os tempos!) e "To Be With You". Para encerrar a noite em altíssimo nível, "Colorado Bulldog" no segundo bis, saída civilizada e organizada e mais uma cidra Strongbow de saideira. E essa foi nossa aventura em um show de rock londrino!

Keep on rocking!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Rock of Ages & Quarterflash

Estava lendo a respeito do filme "Rock of Ages", que estréia dia 17/08, e eu estou MUITO curiosa para ver. Não sei se vai ser um retrato interessante da cena musical dos anos 80 ou se vai ser uma besteirada caricata como na maioria das vezes, mas o que me chamou a atenção foi a trilha sonora. MUITO bem escolhida! Tem Scorpions, Whitesnake, Bon Jovi, Def Leppard, Twisted Sister, Foreigner, REO Speedwagon, Journey, Poison, Guns... Resta saber se as interpretações vão estar à altura, só assistindo mesmo.

E uma coisa que me deixou de queixo caído foi a inclusão de uma música que eu achava que só eu conhecia/gostava, beeem do início dos anos 80 (precisamente de 81), chamada "Harden My Heart", da banda americana Quarterflash, claramente um "one-hit-wonder", pois não se ouviu mais falar deles depois disso. Eu já ouvia Beatles, Paul McCartney solo, Elvis, Peter Frampton, já curtia rock and roll, e já sonhava em um dia ter uma banda, cantar, essas coisas, e essa faixa lembra a minha infância. Eu adorava, ficava tentando tirar a letra de ouvido e cantava na frente do espelho (eu era criança, dêem um desconto, hehehe). Espero que a artista que cantá-la no filme trate dela com carinho...

Keep on rocking!!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Viper @ Teatro Rival (RJ) - 10/07/12

Muito se falou e especulou sobre essa reunião do Viper, para uma turnê de 25 anos do lançamento do álbum "Soldiers of Sunrise". Vão voltar? Não vão voltar? André Mattos vai largar a carreira solo? Yves Passarell vai largar o Capital Inicial? Eles ainda tem gás?...

Eu já acho que melhor que especular é ir lá conferir. Eu fui e não me arrependo. Preço antecipado viável (R$50,00), local de fácil acesso e olhaí! Evento "sold out"! Não é que é possível?? E com uma platéia bem diferente da dos shows costumeiros, galera mais "old school", muitos indo direto do trabalho pois o show foi numa terça. Inclusive, taí um bom ponto para começar: o horário também era bem tranquilo para meio de semana, e o show começou praticamente na hora, se atrasou 15 minutos, foi muito.

Particularmente, me agradou muito que o show cobrisse apenas os 2 primeiros trabalhos do Viper, pois são os que eu gosto. Fora disso, só uma música ou outra do Evolution e depois eu não me interessei mais em acompanhar (ok, atenção, é apenas a minha opinião!!). Só não precisava ter sido tudo tão arrumadinho, tocaram primeiro o "Soldiers", músicas praticamente na ordem do disco (acho que só trocaram duas de lugar), depois intervalo, depois o "Theatre of Fate", etc. Se misturassem mais e a galera ficasse na expectativa do que vem depois teria sido mais bacana.


Mas vamos parar de reclamar, o show foi muito bom! Respondendo a algumas das perguntas do início: sim, eles ainda tem gás, ainda que não sejam mais crianças (e nem nós, hahaha), ainda sabem muito bem o que estão fazendo ali. E não, Yves Passarell não largou o Capital Inicial e nem veio com a banda, o músico só fez participações eventuais em SP. Hugo Mariutti o substituiu com competência.

Extremamente simpáticos, os músicos do Viper ganharam a platéia logo de cara, e o povo estava MUITO animado, todo mundo sabia tudo de cor, a ponto do André deixar a galera cantar "Living For The Night" praticamente sozinha. Rodas foram abertas na maioria das músicas. Pit Passarell ganhou vários corinhos de "Pit, Pit, Pit, Pit" e roubou a cena várias vezes, meio doidão mas muito carismático. André também conversava com a platéia e acabou se alongando demais em alguns momentos, mas o fato acabou virando piada entre o público e ninguém se irritou por isso.


Foi uma grande noite, do tempo em que Metal não tinha subdivisões, sub-estilos, sub-vertentes... Um pouco antes do final da primeira parte, André começou a contar sobra a primeira demo deles, a primeira música que gravaram, e omo o resultado final ficou tosco. A boa história serviu de introdução para "HR", e então se abriu a maior e mais demorada roda da noite. No intervalo do show, um documentário de uns 20 minutos contando a história da banda foi muito interessante, com depoimentos dos integrantes, produtores e ex-membros.

Quando acabou o repertório do "Theatre of Fate", e consequentemente a segunda parte do show, a banda saiu do palco deixando todo mundo curioso sobre o que seria tocado no bis. Não chegou a ser uma grande surpresa, voltaram com "Evolution" e "Rebel Maniac", do álbum também chamado "Evolution", trabalho que já não contou com André Mattos na formação do Viper. E fecharam com uma boa cover de "We Will Rock You" (Queen), confirmando o que eu comentei no meu post anterior, que as coisas boas são eternas! ;-)

Saí de lá satisfeita, pois finalmente pude ver o Viper ao vivo, e com uma sensação boa de ter voltado no tempo, nem que fosse só por duas horas e meia. Se eles vão voltar? Não sei, e acho pouco provável. A turnê comemorativa vai render um CD e um DVD, e acho que pára por aí. É pena, pois eles ainda teriam lenha para queimar, a julgar pela apresentação feita.

Keep on rocking!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Certas coisas são eternas...

Eu ia escrever hoje sobre o show do Viper, que aconteceu dia 10/07 no Teatro Rival (RJ), mas resolvi compartilhar um outro fato interessante.

Estava com meu Marido, meus colegas de banda e outros amigos conversando quando resolveram colocar para rolar o DVD do Tributo a Freddie Mercury (1992), no Estádio de Wembley.

Imediatamente todo mundo fez silêncio para assistir, quase que reverentemente, um evento de 20 anos atrás. O silêncio só era quebrado por comentários sobre as músicas e os participantes, gente do calibre de Tony Iommi, David Bowie, Roger Daltrey, Robert Plant, Annie Lennox, James Hetfield, todo o Def Leppard, entre outros. E descontem 20 anos desse povo todo, estava todo mundo no auge!! Frases do tipo "Roger Daltrey é Deus!", "David Bowie é o cara!", "Olha o vozeirão da Annie Lennox!", com destaque para o que o batera da minha banda falou, durante a performance de "I Want It All" com Daltrey no vocal e Iommi na guitarra: "Vocês tem noção que tem Queen, Black Sabbath e The Who nesse palco ao mesmo tempo?"

Todos os artistas maravilhosos que passaram por ali tinham a companhia mais que ilustre dos 3 membros sobreviventes do Queen, visivelmente emocionados. O clima no palco era o melhor possível, todo mundo parecia realmente estar curtindo estar lá e homenagear Freddie. Alguém já viu Tony Iommi sorrindo em um show? Ele sorriu várias vezes nesse. E a voz embargada de Elton John, que apesar de parecer que ia chorar a qualquer momento, segurou a peteca com toda a competência que sempre teve, cantou "The Show Must Go On" sozinho e dividiu "Bohemian Rhapsody" com um Axl Rose que ainda mandava bem. Eu tive a oportunidade de assistir isso na TV em tempo real, numa época em que não existia internet e nem TV a cabo, pois por algum desígnio divino inexplicável a BAND (que na época tinha em sua grade um programa chamado Hollywood Rock) resolveu transmitir ao vivo.

O resultado foi um rosto inchado de chorar pela madrugada adentro e 2 fitas de VHS que praticamente furaram de tanto que eu assisti. Hoje, é claro que tenho o DVD, mas as duas fitas estão guardadas entre as minhas relíquias.

Esse tributo é perfeito por tudo: a emoção, a presença ainda muito forte de Freddie (não tinha nem um ano do seu falecimento), músicos sensacionais no auge, e a sensibilidade de Brian May, Roger Taylor e John Deacon em escolherem o vocal certo para cada música, artistas tão diferentes entre si como Seal e James Hetfield, por exemplo, mas que se encaixaram lindamente nos muitos estilos que o Queen tinha. E a reação das pessoas presentes, assistindo comigo o DVD, mostra mais uma vez que música BOA vai viver para sempre, vai agradar a todos, e nunca vai depender de um rótulo ou estilo, pois apesar das músicas do Queen serem tão variadas e diferentes entre si, eles eram UMA BANDA DE ROCK! E quem gosta de ROCK vai gostar de assistir. E 20 anos depois eu me emocionei de novo...

Keep on rocking!!

sábado, 21 de julho de 2012

Maidens in Metal - O Retorno

Amigos, estou reativando o blog. A falta de tempo, a correria do dia-a-dia, os compromissos, enfim, tudo era motivo para "deixar para escrever depois", por mais que houvesse alguma boa idéia na mente. E de tanto "deixa-pra-depois", o blog acabou ficando esquecido num canto, junto com aquelas coisas que vivemos precisando tirar um tempo para fazer.

Mas escrever me faz falta, e principalmente escrever sobre algo que eu amo tanto como o Rock and Roll. Então resolvi retomar a atividade, mas desta vez me organizando para não deixar este espaço ficar esquecido de novo. Neste post inicial da nova fase, gostaria de deixar claro que escrevo porque gosto, para compartilhar opiniões e experiências, e não com a pretensão de me tornar fonte de notícias sobre o rock mundial ou o Underground carioca. Para esse fim já temos ótimos sites na rede, muito completos e feitos com muita competência (links na lateral). Aqui é o meu espaço, é onde pretendo falar sobre vários assuntos relacionados ao Rock em geral e em especial ao Heavy Metal (que é o meu estilo favorito). Claro que isso não impede que eu divulgue algum evento ou fale sobre algum lançamento, afinal tudo isso é pertinente ao assunto. Lembrem-se que este blog é escrito por uma mulher, então também teremos alguns "papos de mulherzinha", claro que sempre relacionados ao tema principal, hehehe... Aos radicais, este blog não falará apenas sobre Metal, apenas este será o estilo predominante. O que importa, no fim das contas, é o ROCK AND ROLL ;-)

Então é isso... Espero que gostem de ler, tanto quanto eu certamente vou gostar de escrever.

Um abraço e... Keep on rocking!!