segunda-feira, 29 de outubro de 2012

[Live!] Ratos de Porão @ Circo Voador - 26/10/12

Ainda bem que eu consegui vencer o cansaço de sexta à noite, para prestigiar a comemoração de 30 anos dos Ratos de Porão, no Circo Voador! Eu, Marido e mais um grupo de amigos estávamos entre as quase 2 mil pessoas que testemunharam que o tempo não passa para certas bandas.

Infelizmente não deu tempo de assistirmos ao show da banda de abertura, "Serial Killers". Depois de atravessarmos o engarrafamento tradicional da Lapa, chegamos ao Circo uns 20 minutos antes do Ratos começar os trabalhos. E foi uma noite totalmente "oldschool"! Punk rock, mosh pits contínuos, galera das antigas e parte da história do rock e do underground nacional ali em cima do palco.

As primeiras músicas foram cantadas por Jão, que depois foi pra bateria e depois assumiu a guitarra (o cara praticamente joga nas 11). A maioria dos ex-integrantes participou do show-comemoração em algum momento: Jabá, Betinho, Spaguetti, Fralda e Mingau estiveram lá para assinar embaixo desses 30 anos de existência.

E por falar em Mingau, o cara por si só já é uma lenda. Pra começar, o cara é canhoto, vira a guitarra pro lado de canhoto, e usa as cordas invertidas também. E além do Ratos, também passou pelos Inocentes, pela banda 365 - que só quem lia a revista Bizz na segunda metade dos anos 80 deve ter ouvido falar - e desde 1999 assumiu o baixo no Ultraje a Rigor (a meu ver, a melhor banda do BRock 80, mas isso já é assunto para outro post).

Quando João Gordo entrou no palco, na sétima música, o respeito da galera por ele e o gás que ele ainda tem para cantar e agitar as massas fez todo mundo esquecer desse papinho de "traidor do movimento". O cara é, SIM, um ícone do punk rock nacional e isso não se discute. E o som corria solto, muito bom mesmo, nenhum clássico ficou de fora, a primeira sequência com Gordo no vocal tinha logo duas porradas históricas: "Que vergonha" (originalmente da banda Olho Seco, mas que foi gravada pelo Ratos) e "Crucificados pelo Sistema". No meio de tantas músicas épicas, ainda ganhamos um cover de Ramones, a ótima "Commando". Gordo também foi responsável por um diálogo hilário com Mingau, dizendo que ele "virou new wave, traiu o movimento e criou o 365", no que o músico canhoto retrucou zoando o ex-companheiro por ter feito um comercial de TV.

Os stage dives não pararam por um minuto, a galera muito alucinada subindo no palco, pogando sem parar e se jogando (alguns de cabeça, como é que não se machucam? Vou passar a vida toda sem entender). Os seguranças não impediram a grande maioria, só evitavam que a galera pudesse, sem querer, chutar um equipamento ou algo assim. E não deixavam ninguém agarrar nenhum dos integrantes, teve gente que tentou mesmo. Fora isso, tudo foi festa, povo agitando do início ao fim, como um evento desses merecia.

 
Não rolou bis, o que na hora achei meio esquisito, mas pensando bem, o show foi porradaria ininterrupta, fazer aquela ceninha clássica de sair, esperar, voltar e recomeçar seria meio anti-clímax (além das principais músicas já terem sido todas tocadas).
 
 
Valeu demais a pena, foi uma viagem ao passado - e de primeira classe!

Keep on rocking!
 
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Rock in Rio 2013 - Contagem Regressiva

Foi dada a largada para a temporada de reclamações, contestações, abaixos-assinados e especulações que antecedem o Rock in Rio! Já temos três nomes de peso (sem trocadilhos, por favor) confirmados: Iron Maiden, Metallica e Bruce Springsteen, além do Sepultura. E rolam os boatos sobre AC/DC (tomara, tomara, tomara!), The Cure (ainda existe?!) e outros nomes tão díspares e inusitados quanto.

O que eu penso disso tudo? Bem, pra começar, achei ótima a inclusão de Bruce “The Boss” Springsteen. As pessoas precisam entender que o nome do festival é ROCK IN RIO e não “Metal in Rio” ou “Bangers in Rio”. Sendo ROCK AND ROLL, pra mim é válido. Pra cada Springsteen que vem, é uma Adele ou Claudia Leite a menos no line up. Quanto mais o Rock in Rio fizer jus ao seu nome, melhor vai ser para nós todos, com cada vez menos pop-lixo e trios elétricos.

Outro ponto: tem que chamar bandas ditas “mainstream” SIM! O povo quer ver os seus ídolos e é inegável que Maiden e Metallica tem uma legião considerável de fãs. E ninguém está ali pra fazer caridade, o festival visa ganhar dinheiro. Podiam trazer umas bandas um pouco mais “lado B”? Até podem, na verdade, DEVEM. Desde que - sempre! - tenham um headliner monstro para garantir que a galera vai lotar aquilo lá e fazer o evento continuar viável. E desde que haja também algum tipo de pesquisa de mercado. Nada pessoal, mas o que eram Gloria e Coheed and Cambria, na edição passada? Isso está longe de ser “mainstream”, e na minha modesta opinião, longe também de ser o supra sumo da qualidade do rock mundial...

Atenção - NÃO ESTOU DEFENDENDO a organização do Festival, muito pelo contrário. A produção de um evento que se diz “de rock” e que chama coisas do naipe da baiana fake Claudia Leite (que ainda se deu ao luxo de ofender os rockeiros em geral), Britney Spears, Sandy e Junior e afins não merece defesa alguma. Mas há que se ver o lado bom da coisa, “always look at the bright side of life”, já cantava Eric Idle em “A Vida de Brian”, clássico filme dos humoristas ingleses do grupo Monty Python.

Em todas as edições, o dia do Metal é o primeiro (quando não o único) a ser “sold out”. E em todas as vezes, mais notadamente em 2001, a realização do festival acabou dando um gás na produção local de eventos, colocando a roda do underground para girar mais rápido e trazendo uma nova empolgação à cena e aos fãs do gênero. Se essa empolgação dura e se a galera faz as coisas direito, aí já é outra conversa...

E não vai ter axézeiro, chicleteiro, Restart, Rebelde ou qualquer outra porcaria que o Sr. Medina invente de chamar, que me faça deixar de ver pela sexta vez o Iron Maiden, que é uma das três bandas mais importantes da minha vida (junto com Queen e Beatles). Se vier mais gente boa para a festa, como o AC/DC, que nunca vi ao vivo e tenho loucura pra assistir, ou o Def Leppard e o Megadeth, como andaram especulando (e que eu também quero muito ver), melhor ainda, vou mais feliz!!

Keep on rocking!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O Adeus a um Guerreiro

Ainda não tinha conseguido escrever sobre o que foi a perda do nosso amigo Ernani Henrique, que foi guitarrista da Ocean Soul e com quem tive a felicidade de dividir o palco. A ficha ainda não tinha caído, na verdade continua não caindo. Está sendo difícil encontrar as palavras, já comecei esse texto três vezes e voltei atrás. Resolvi esperar o tempo passar um pouco, já se vão 3 semanas, para ter um certo distanciamento. Mas mesmo assim, é duro, muito duro.

Por mais que, ao longo desses anos que conhecemos e convivemos com o Naninho, sempre tenhamos sabido de suas condições de saúde, não é algo para o que estivéssemos preparados. Não é certo, não é lógico, não é natural ver alguem ir embora tão cedo. E com toda aquela garra e a vontade de viver que ele possuía, no fundo achávamos que isso não ia acontecer.

Prefiro então, como homenagem, não falar da parte triste, nem dos momentos finais e nem da dor que eu, meu Marido e nossos amigos sentimos. Até porque se tinha uma coisa que definia bem o Naninho era o seu alto-astral e otimismo. Um tanto resmungão, o que lhe valeu o apelido de “Papai Velho” (juntamente com algumas outras manias de “idoso” que ele tinha), mas fundamentalmente bem humorado.

O que vou me lembrar pra sempre, e deixar registrado aqui, é o Naninho companheiro de aventuras e perrengues, como o show do Maiden em SP, como a viagem das sete bandas para tocar em Nova Almeida (ES), como o dia em que fomos todos tocar em Volta Redonda (RJ) e o pneu do meu carro explodiu. O que fica, é a imagem do músico perfeccionista e nerd, que passava o ensaio inteiro timbrando a guitarra com o notebook aberto e estava sempre correndo atrás de mais e melhores equipamentos. E vamos guardar pro resto da vida, também, a adoração que ele tinha pelo Iron Maiden, a ponto de tatuar um Eddie nas costas. Em um de nossos shows, no Calabouço Rock Bar (RJ), íamos tocar uma cover de “Prowler”, do primeiro CD do Maiden, e eu deixei que ele apresentasse a música. Todo feliz ele chegou no microfone e só berrou: “É IRON, PORRA!!!” E em seguida atacamos a música pois não precisava dizer mais nada...

Essa pessoa espirituosa, atenciosa, bem-humorada a ponto de fazer piada com a própria situação em muitas vezes vai deixar muitas saudades, mas por tudo que semeou aqui, pela quantidade de gente que correu ao hospital para poder vê-lo uma última vez (a ponto das recepcionistas acharem que se tratava de alguém famoso), ele com certeza está bem, em um bom lugar, cercado de paz. Espero que tenha onde plugar a guitarra e o baixo (ok, e o notebook para ficar timbrando também) por aí, meu Amigo, e que você tenha agora o descanso merecido.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

#Across The Universe [2] - Um dia em Liverpool (pt.4)

Penny Lane, um capítulo à parte.

 
A música "Penny Lane", do álbum "Magical Mistery Tour", apesar de muitos teóricos da conspiração buscarem significados ocultos, nada mais é do que o relato de um garoto sobre o que ele via na vizinhança. Trata-se de uma rua, perto do local onde John Lennon morou quando criança, e onde ele e Paul se encontravam para pegar ônibus para o centro da cidade, quando adolescentes. Nos anos 60, muitas linhas de ônibus tinham seu ponto final ali, sendo assim, era comum ver viaturas com "Penny Lane" no letreiro por toda a cidade.

"Penny lane there is a barber showing photographs
Of every head he´s had the pleasure to have known
And all the people that come and go
Stop and say hello..."

 
A tal barbearia existia mesmo, e existe até hoje, funcionando normalmente! Seus donos se orgulham da menção ao estabelecimento em uma das músicas mais conhecidas dos Fab Four, e fazem questão de colocar na vitrine uma placa informando o fato, com a foto da banda e tudo. Dentro, funcionários muito simpáticos e muitas fotos antigas na parede - exatamente como na letra! Só que agora as fotos incluem seus fregueses mais famosos...

"Behind the shelter in the middle of the roundabout
The pretty nurse is selling poppies from a tray
And though she feels as if she´s in a play
She is anyway..."


Bem perto fica também o abrigo, no meio de uma rotatória, que servia de ponto final para todas as linhas de ônibus, como já foi dito - era o "shelter in the middle of the roundabout"! Antigamente, placas de rua com o nome "Penny Lane" eram alvo constante de turistas e fãs dos Beatles, que as roubavam para levar como recordação, e tinham que ser repostas. Depois de um tempo, a prefeitura simplesmente desistiu e passou a pintar o nome da rua nas paredes dos prédios. A partir de 2007, no entanto, a administração da cidade voltou atrás e passou a colocar placas mais "resistentes" a roubo (mas mesmo assim, uma ou outra ainda some, de vez em quando).

Keep on rocking!

domingo, 2 de setembro de 2012

Sobre o barraco do Queensrÿche...

Eu acho uma pena quando uma banda boa, que eu ouço desde a minha adolescência, acaba. E quando ela não acaba, mas se divide e fica rendendo mais barraco do que música, aí é de chorar. Lamentável a situação em que se encontra o Queensrÿche: de um lado, o sensacional cantor Geoff Tate, cuja voz é marca registrada dos trabalhos que eles lançaram até hoje, do outro o resto da galera (Michael Wilton, Eddie Jackson, Scott Rockenfield e Parker Lundgren). Tate surtou, chegou ao ponto de tentar esfaquear o batera Scott Rockenfield na passagem de som para o show em SP, em abril último. Em um vídeo de outra apresentação, pode-se ver o vocalista cuspindo em direção ao batera, em pleno show.

Ele alega que foi traído pelos ex(?)-colegas, que planejaram demiti-lo e já tinham até escolhido seu substituto, tudo isso pelas suas costas. Ao mesmo tempo, dava declarações de que já tinha material novo para gravar e excursionar em 2013 com o Queensryche, e também que "2012 seria dedicado por todos a seus projetos paralelos". Em seguida a banda anuncia a saída de Tate pelas famosas "divergências criativas" e dá o nome do novo vocalista, Todd La Torre, anteriormente à frente do Crimson Glory.

Eis que agora Tate apresenta "o novo Queensrÿche", com Rudy Sarzo (ele está em todas!), Bobby Blotzer, Glen Drover, Kelly Gray e Randy Gane, enquanto os antigos colegas também mantém o nome Queensrÿche... E agora? Quem tem a razão nesse imbroglio todo? Com quem fica o nome? Segundo comunicado dos músicos do "Queensryche original", se é que podemos chamar assim, o acesso deles ao site da banda, Facebook e afins foi bloqueado, numa típica guerrinha de mimimi adolescente.

É simplesmente PATÉTICO ver adultos, profissionais, que têm um nome construído com muitos anos de estrada, se comportando assim. Mais triste ainda é ver artistas desse nível chamarem a atenção mais pela baixaria do que pela música. A verdade é que a banda já não rendia mais o mesmo desde a saída do guitarrista original e principal compositor Chris de Garmo no final dos anos 90, mas ainda assim fazia um som digno de respeito, ao longo de 30 anos de carreira. Muito difícil avaliar sem conhecer pessoalmente os envolvidos, mas parece que realmente Geoff Tate está acometido do mesmo tipo de "surto" que levou, em 2004, Timo Tolkki a fingir ter sido esfaqueado, urinar no tecladista da banda, acabar com o Stratovarius e depois voltar atrás, chamar uma mulher esquisita para ser a vocalista e depois ficar tudo por isso mesmo. A pergunta é: será que neste caso também vai acabar ficando tudo por isso mesmo, vão todos sair para comer uma bela pizza e fazer as pazes? Ou será que é mesmo o fim da linha para o Queensryche como nós conhecemos, com o vozeirão espetacular e inconfundível de Tate à frente?

Só o tempo dirá... Enquanto isso, fica aí um som para lembrar os bons tempos e fechar bem o domingo.



Keep on rocking!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Read n'Roll [1] - "Queen nos Bastidores" (Peter Hince)

Acabei de ler, esses dias, o livro "Queen nos Bastidores - Minha Vida com a Maior Banda de Rock do Século XX", do inglês Peter Hince. Ganhei do Maridão, de presente de aniversário, e adorei!

Peter começou como roadie do Queen, mais frequentemente de John Deacon, e depois passou a chefiar a equipe técnica, trabalhando para eles durante praticamente toda a vida útil da banda. Esteve ao lado deles em todas suas turnês dentro e principalmente fora da Inglaterra, gravações dos álbuns e filmagens dos clipes. O livro é escrito de forma muito elegante, o autor faz questão de dizer que não foi incluído nenhum detalhe escabroso ou desnecessário sobre a vida privada dos membros da banda, apenas histórias ocorridas "on the road" e curiosidades sobre Freddie, Brian, Roger e John e sobre todo o universo que os cercava.

O que temos, então, é um relato de como era a vida profissional de uma grande banda de rock, e de como é o trabalho que existe por trás da mesma, para que tudo aquilo possa acontecer, escrito por um cara que realizou o sonho de muitos jovens de classe média inglesa dos anos 70 - fazer parte daquilo tudo. Ele começou, adolescente ainda, a trabalhar como roadie para a banda Mott The Hoople, em 1973 e algum tempo depois, quando o Queen passou a abrir os shows da banda (bem mais famosa na época), foi contratado por Freddie & companhia.

Nem tudo era diversão, brincadeiras, sexo, drogas e rock and roll, muito embora fosse óbvio que tudo isso existia. Trabalhava-se duro, quase vida de operário mesmo, era desgastante, cansativo e tenso. Mas para Peter Hince, apelidado como "Ratty" (pois Freddie achava que ele parecia um rato) valeu a pena, pois durante o tempo que trabalhou para o Queen ele não só fez parte da história de uma das maiores e mais importantes bandas de todos os tempos como também se divertiu um bocado, encontrou muita gente interessante e conheceu boa parte do mundo. E ganhou uma nova profissão também, pois com suas economias ganhas como roadie, ele comprou uma câmera semi-profissional e passou a fotografar o cotidiano dos bastidores do Queen, algumas dessas fotos estão no livro também. Com o tempo, Peter foi tomando gosto pela fotografia e acabou se tornando profissional, voltado para a área de propaganda. Amostras de seu trabalho podem ser vistas em seu site oficial.

O livro "Queen nos Bastidores - Minha Vida com a Maior Banda de Rock do Século XX", de Peter Hince, saiu no Brasil este ano, pela editora Prumo e com tradução de Maria Elizabeth Hallak Neilson. É ótimo de ler, principalmente para aqueles que amam o rock and roll e sua história.
 
 

Keep on Rocking!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

#Across The Universe [2] - Um dia em Liverpool (pt.3)

As quatro crianças de Liverpool...

Após conhecermos o centro de Liverpool, partimos para visitar as casas onde cada um dos quatro Beatles nasceu, começando pela primeira casa de Ringo Starr, no número 9 da Madryn Street. A construção se encontra vazia, assim como as da vizinhança, e toda a área corria o risco de ser demolida devido a um projeto de revitalização da área, até que a pressão popular convenceu o secretário de Estado de habitação britânico a manter e restaurar a casa de Ringo e outras 31 próximas.


Perto dali, uma construção que chama a atenção: é o prédio que aparece na capa do primeiro álbum solo de Ringo, "Sentimental Journey", gravado durante o processo de separação da banda e lançado ainda em 1970. Na entrada, um cartaz falando sobre a foto na capa do disco, mais uma demonstração do quanto a cidade se orgulha da história de seus filhos mais famosos.


Em seguida fomos à segunda casa de Ringo, para onde ele se mudou ainda criança, na Admiral Grove Street, nº10, e lá encontramos uma verdadeira jóia rara: uma senhorinha de 95 ANOS que foi vizinha de Ringo naquela época e hoje mora na casa. Miss Margaret se auto-intitula "Embaixadora dos Beatles" e tem nas paredes toneladas de fotos com os membros da banda e com outros artistas famosos também. Ficamos por uma meia hora na casa de Margaret ouvindo histórias da infância de Ringo, e do início do sucesso dos Fab Four, foi encantador!






Em seguida fomos conhecer o local onde nascera George Harrison. Só de entrar na Arnold Grove Street já fiquei emocionada, afinal George sempre foi o meu Beatle preferido. E chegamos ao nº12, onde ele nasceu. Entre os quatro, ele era o que tinha a situação mais difícil, sua casa era muito simples, o banheiro ficava fora da casa, inclusive. Dizem que no inverno o frio era tanto, e a família não tinha aquecimento em casa, que as comidas podiam ficar fora da geladeira, pois estaria mais QUENTE no interior do aparelho do que fora.






James Paul McCartney nasceu no Hospital Geral de Walton, em Liverpool, e passou a maior parte de sua infância e juventude no nº 20 da Forthlin Road. Essa casa é conhecida como "o berço dos Beatles", pois foi onde as primeiras músicas da banda foram compostas, e era ali que eles se reuniam e ensaiavam, no início. A área onde a residência se encontra foi toda reconstruída depois da II Guerra Mundial, foi uma das regiões que mais sofreu durante o período.





John Lennon nasceu e passou seus primeiros 5 anos de vida com sua mãe, na Newcastle Road, nº 9. Nessa época, seus tios acharam que seria melhor para a educação do menino se ele fosse morar com eles e o levaram para Woolton, na Menlove Avenue 251, numa casa conhecida como "Mendips". Ele morou lá com sua tia Mimi até os 23 anos de idade. Uma curiosidade: quando a família de Lennon se mudou de "Mendips", a casa foi alugada pelo tio do guia da nossa tour. Um belo dia, quando ele e sua família acordaram, encontraram vários Beatlemaníacos acampados em seu quintal e tirando fotos da casa... Inclusive o guia nos mostrou, e emprestou para tirarmos fotos, a plaquinha original do número da casa, que caiu e ele catou e guardou antes dos tios se mudarem dali.


E prosseguimos nosso passeio, ao som de "In My Life" e com todos nós chorando dentro da van... É, o guia sabia direitinho como conduzir a tour e emocionar a galera, até o CD que ele colocou como trilha sonora tinha o timing perfeito. Próxima parada: Penny Lane!

Keep on rocking!

domingo, 26 de agosto de 2012

Novidade no Maidens in Metal!

O blog Maidens in Metal agora também tem um Aplicativo do Facebook para comentários! Quem quiser comentar e publicar no Facebook, ou então curtir o que alguma outra pessoa escreveu, tem essa ferramenta à disposição. E quem preferir participar "à moda antiga", o formulário tradicional continua ali, assim como os comentários feitos nos posts anteriores! ;-)

***

E pra não dizer que não falei de rock, ontem foi aniversário de nada menos que 5 pessoas importantes na história do Rock e do Metal. Sopraram velinhas os Srs. Gene Simmons (KISS), Rob Halford (Judas Priest, Fight), Elvis Costello, Vivian Campbell (entre outras bandas: Whitesnake, Thin Lizzy, Dio, brigou com todo mundo e agora está no Def Leppard) e Derek Sherinian (Black Country Communion, já tocou no Dream Theater, Planet X, já colaborou com KISS, Alice Cooper, Billy Idol, Yngwie Malmsteen, entre outros - ufa!). Se tivesse um baterista, já dava pra fazer uma senhora banda só com nascidos no dia 25/08. Ok, tem muita cara de que esses cinco juntos ia acabar em briga, mas o som ia ser bom! Rsrs...


Keep on rocking!


sábado, 25 de agosto de 2012

Andreas Kisser no Muro da Fama de Liverpool!!

Por falar em Liverpool, o Brasil finalmente tem seu primeiro representante no Muro da Fama da cidade. O "Liverpool's Cavern Club Wall of Fame" é uma parede de tijolos que fica bem em frente ao lendário Cavern Club, sendo que cada tijolo tem gravado o nome de uma banda ou músico famoso e relevante. Só gente fina: além dos Beatles (e dos quatro integrantes separadamente também), artistas do quilate de Queen, The Who, Elton John, Thin Lizzy, Focus, Judas Priest, entre outros. Eu, Marido e amigos nos divertimos procurando os nomes de nossas bandas preferidas na parede, e tiramos algumas fotos. E até agora, nenhum músico brasileiro tinha recebido a honra de ter seu nome imortalizado ali.

Mas, conforme publicado no site Blabbermouth, o guitarrista Andreas Kisser (Sepultura) ganhou seu tijolinho no Wall of Fame na International Beatle Week deste ano, que está acontecendo essa semana! Segundo o dono do Cavern Club e organizador do evento, ele já conhecia Kisser de participações anteriores no festival, tocando com a banda Clube Big Beatles, mas não sabia o quanto o nome dele era grande pelo mundo afora, e confessou que Heavy Metal não é exatamente um estilo de música que ele acompanhe. Mas ao tomar conhecimento da fama do Sepultura e de seu principal músico, achou que era mais do que hora de dar ao guitarrista o seu próprio tijolo. E para sorte dele, a homenagem veio exatamente no dia de seu aniversário, 24 de agosto. Presentão, hein? :-)


A International Beatle Week é um importante evento musical que acontece todos os anos em Liverpool, reunindo artistas e fãs dos Beatles vindos de mais de 20 países. Além de shows, exibição de filmes e vídeos e palestras com convidados especiais, quem vai ao festival também encontra artigos temáticos para comprar e dispõe de guias para uma excursão pelos principais pontos da cidade (assim como a que fizemos, pena que não foi durante a Beatle Week). A banda-tributo Clube Big Beatles vai se apresentar esse ano, com Kisser na guitarra, um set-list de duas horas contemplando o "White Album" inteiro.


Keep on rocking!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

#Rock n'Nerd [1] - Blue Dragon soundtrack (Xbox360)

Estava observando Marido jogar sua mais nova aquisição para o Xbox 360, "Blue Dragon", quando ao chegar no primeiro "chefe" do jogo, algo me soou muito familiar... A trilha sonora dessa fase era um hard rock muito bom e eu tinha a sensação de que já conhecia aquilo, principalmente a voz do cantor. Eu e Marido nos olhamos e concluimos que o som tinha MUITA cara de Deep Purple, fomos pesquisar e BINGO!

A música, chamada "Eternity", foi composta por Nobuo Uematsu (que fez a trilha toda do jogo), com letra de Hironobu Sakaguchi (roteirista do mesmo), e foi gravada por ninguém menos que IAN GILLAN! O jogo foi lançado em 2007 e a música saiu também em um single.



Keep on rocking!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

#Across The Universe [2] - Um dia em Liverpool (pt.2)

Continuando nosso passeio por Liverpool, conhecemos alguns pubs e bares que tiveram importância na história dos Beatles, como The Grapes, The Jacaranda e obviamente o mais do que conhecido Cavern Club. Não chegamos a entrar em nenhum desses bares, pois o tempo era curto e ainda tínhamos muitos lugares para visitar, mas conseguimos ter uma boa visão geral do panorama "beatlemaníaco-etílico" de Liverpool.

Um dos primeiros pubs que vimos foi o The Grapes, na Matthew Street, conhecido por ser o preferido do quarteto, era o local que eles frequentavam. Era costume da banda passar lá para tomar sua cervejinha, entre um show e outro no Cavern Club. Aliás, não só a banda, mas a platéia também...

Explicando: naquela época, o Cavern não vendia bebidas alcoólicas, por ser um "point" preferencialmente adolescente. A polícia local costumava dar "duras" nos bares, aparecendo sem avisar, e retirando do recinto todos os menores de idade que estivessem consumindo álcool, e assim alguns estabelecimentos optavam por simplesmente não vender birita. Como resultado disso, acabado o show no Cavern, tanto os quatro músicos quanto a maior parte da platéia rumava para o The Grapes, apenas para beber, já que àquela altura era o único local próximo que garantia a cerveja. O bar conta com uma grande quantidade de memorabilia dos Beatles, o que faz valer a pena uma visita com mais calma de uma próxima vez.

Na mesma rua, encontramos o Lennon's Bar, o qual, segundo reviews de pessoas que frequentaram, é um pé-sujo sem vergonha, só que com uma trilha sonora de qualidade - adivinhem o quê? Um dos usuários chega a dizer que "é irônico o bar ter esse nome, pois seria um lugar que

o próprio Lennon odiaria"... Ainda na Matthew Street, temos o Rubber Soul Oyster Bar, que é um pub mais comum, com música ao vivo, karaokê, stand up comedy licença especial para funcionar a madrugada toda, o que garante aos notívagos um local para beber a hora que for.


Depois, na Slater Street, chegamos ao The Jacaranda, que foi o primeiro lugar onde os Beatles se apresentaram MESMO, DE VERDADE, antes do Cavern Club. Foi fundado em 1957 por Allan Williams, que alugou uma antiga loja de conserto de relógios para transformá-la no bar. Williams foi também o primeiro empresário do quarteto de Liverpool. Infelizmente, The Jacaranda decretou falência e fechou as portas em novembro de 2011. Não se sabe se o novo dono do local manterá o nome e nem se continuará tendo espaço para shows. Espero que sim, pois esse bar tem uma ligação grande com a história dos Beatles.

E encerramos o dia no Cavern Club, com uma boa sidra inglesa (nham!), ao som de uma dupla cover dos Fab Four, muito competente por sinal... Mas isso é história para um outro post, exclusivamente sobre o lendário pub, com direito a história, fotos e vídeo. ;-)

Keep on rocking!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

R.I.P. Scott McKenzie

Os anos 60 foram uma fonte de estilos, inovações e revoluções musicais que se refletem no Rock and Roll, e na música em geral, até hoje, por isso eu dou muito valor aos artistas que ajudaram a construir de alguma forma essa história. Sem eles, não teríamos nada do que está aí, não teríamos Heavy Metal, nem Hard Rock, nem Punk, nem Prog, nem nada.

E é triste ver que eles também envelhecem e se vão. Só fiquei sabendo hoje do falecimento do cantor e compositor Scott McKenzie, ocorrido no último sábado (18/08). McKenzie foi um dos ícones da contracultura americana dos anos 60, e imortalizou o hino "San Francisco (Be Sure to Wear Flowers In Your Hair)", fez parte da segunda formação dos lendários The Mamas & The Papas e faleceu aos 73 anos, depois de uma longa enfermidade.

O artista se tornou conhecido por sua carreira solo, mas nos anos 80 acabou aceitando o segundo convite (havia recusado o primeiro vários anos antes) do amigo de adolescência John Phillips para entrar no grupo vocal The Mamas & The Papas, famoso por "California Dreamin'", "Monday, Monday" e outros clássicos. Scott substituiu o outro vocalista original, Denny Doherty, enquanto Elaine "Spanky" MacFarlane e Mackenzie Phillips (filha de John), entraram respectivamente nos lugares de Mama Cass Elliot e Michelle Phillips (segunda esposa de John - yes, that's family business!). Essa formação chegou a se apresentar no Brasil e eu tive a felicidade de assistir, junto com meu pai! :-)

Uma curiosidade: apesar de Mckenzie ser compositor, seu mega sucesso "San Francisco (Be Sure to Wear Flowers In Your Hair)" é de autoria do amigo John Phillips, e sendo assim, a música passou a fazer parte do repertório do grupo, com sua entrada no mesmo.

Tenho que admitir que é meio estranho saber da morte de alguém que eu já vi ao vivo, no palco, se apresentando. Foi assim ao saber da morte do Dio, do Jon Lord, do Celso Blues Boy, e de metade do grupo The Mamas & The Papas, considerando que Phillips se foi em 2001.



Keep on rocking...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

16/08/77 - Morre Elvis Presley (ou não?)

Há exatos 35 anos atrás, um dos maiores cantores de rock de todos os tempos virava lenda: em 16 de agosto de 1977, morria ELVIS PRESLEY. Uma das maiores vozes do rock and roll, barítono com 3 oitavas de extensão vocal (atingindo tons às vezes de baixo, às vezes de tenor), Elvis imortalizou uma série de sucessos que até hoje são conhecidos e regravados.

O cara que surgiu como ícone da juventude e da rebeldia, com seu rebolado e sua atitude e visual rocker, aos poucos foi sucumbindo à própria fama, terminando por se destruir. Protagonizou uma série de filmes (alguns deles passaram à exaustão na Sessão da Tarde) e tinha toda uma máquina promocional por trás dele, administrada pelo Coronel Tom Parker, seu empresário. Com o passar dos anos, sua saúde mostrou que não aguentava bem essa pressão toda, e Elvis passou de rockeiro rebelde a showman cafona de Las Vegas, mas - e ISSO é o mais importante - sua voz continuava poderosa e ele continuava gravando boas músicas. Eu, particularmente, prefiro a fase inicial, de "Jailhouse Rock", "That's Allright Mama", "Hound Dog", "Blue Suede Shoes" e similares, mas sua fase "entertainer" também rendeu coisas boas, como "Suspicious Minds".

Apesar de sua morte precoce aos 42 anos, vítima de um ataque cardíaco fulminante devido a overdose de remédios (que haviam se tornado um vício em seus últimos anos de vida), Elvis continua sendo um dos artistas que mais geram faturamento anualmente, números na casa dos milhões de dólares por ano. Sem contar as inúmeras teorias conspiratórias que insistem em afirmar que o Rei não morreu, apenas desistiu disso tudo e forjou a própria morte, ou virou agente do FBI, ou mora em Madagascar... Há quem diga que ele aparece em cantos de fotos tiradas em Graceland, há quem diga que já o viu na rua.

Na verdade, Elvis não morreu, porque música boa não morre nunca! O Maidens in Metal presta aqui uma pequenina homenagem a um dos pais do Rock and Roll.



Keep on rocking!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

#Across The Universe [2] - Um dia em Liverpool (pt.1)


Quando eu e marido fizemos nossa tão esperada e planejada viagem, reservamos um dia para finalmente conhecer o lugar onde tudo começou... Fizemos um longo passeio por Liverpool, para conhecer a história e as origens daquela que, ao menos para mim, é a banda mais importante da história do rock: The Beatles!

Foram tantas histórias e tantas emoções em um dia só, que vou dividir em vários posts, sempre com fotos, para tentar passar um pouco do que sentimos estando por lá.


Liverpool é uma cidade portuária, muito bonita e arrumadinha, aliás, bem mais bonita do que eu imaginava. Seu grande trunfo é ter sido o berço dos Beatles, e isso é muito bem explorado e aproveitado por todo canto, literalmente. Além dos lugares de nascimento de cada um dos fab four, pontos citados em músicas (Penny Lane, Strawberry Fields, entre outros), e locais onde a banda se apresentou ou frequentava, praticamente TUDO faz referência à banda.


Fizemos uma tour guiada fechada (somente eu, Marido e os três amigos brasileiros que estavam conosco) e o guia, além de competente, também era fã, o que tornou tudo mais divertido. Começamos com uma visão geral da cidade, e logo de cara nos deparamos com ruas com nomes de músicas dos Beatles, um "Beatles Café" e um "Eleanor Rigby Hotel". Mais adiante, uma homenagem à mendiga que recolhia o arroz na igreja após os casamentos: uma estátua de Eleanor Rigby, sentada em um banco (no melhor estilo Carlos Drummond de Andrade em Copa). CLARO que sentamos ao lado dela, trocamos uma idéia e tiramos foto... A obra é do escultor e multiartista inglês Tommy Steele e está situada na Stanley Street, não muito longe do lendário Cavern Club. Também nessa rua ficava a Hessy's Music Store, uma das maiores lojas de instrumentos na época do surgimento da banda, e onde a tia de John Lennon, Mimi, comprou sua primeira guitarra em 1957.

Tantas coisas legais e a tour estava só começando... (continua)

Keep on rocking!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Who Are You?

Assistindo à cerimônia de encerramento das Olimpíadas, ontem, fiquei maravilhada com a qualidade musical do evento. Claro que tinha uma coisa ou outra que não me agradava (como Oasis, por exemplo), mas no geral, muito bom gosto na escolha das músicas, na maioria clássicos do rock e pop inglês. Convenhamos, não tinha muito como dar errado, né não?

E pra fechar a noite, show com THE WHO!! Sim, eles mesmos, ou no caso a dupla Pete Townshend + Roger Daltrey, pois infelizmente Keith Moon e John Entwistle foram participar daquela "jam" do outro lado, junto com Dio, Randy Rhoads, Jon Lord e tantos outros.

Logo no início da parte musical do evento, a banda inglesa Kaiser Chiefs fez uma cover honesta de "Pinball Wizard", também do Who, que me fez pensar por onde andaria Sir Elton John (que interpreta essa música no filme "Tommy") e porque ele não estava lá participando da festa. E no final, lá estavam eles, mais velhos, mas ainda cheios de rock and roll para dar. A voz rasgada de Daltrey continua potente e ele mantém todos os velhos trejeitos que só ele faz, enquanto Pete Townshend continua girando o braço direito como hélice quando toca, e olhem que toca MUITO ainda!

Foram só 3 músicas: "Baba O'Rilley", "See Me, Feel Me" e "My Generation". Passou rápido demais, por mim poderiam ter tocado mais uma meia horinha, garanto que ninguém ia reclamar. E o final teve direito à presença de todos os outros artistas que participaram do show. Consequentemente, hoje fiquei ouvindo o meu "The Who Live" direto, sonhando com a probabilidade muito remota deles fazerem shows aqui no Brasil um dia.

Keep on rocking!

PS: Não esquentem com a opção "assistir em 3D" desse vídeo, tem como desabilitar e todo mundo fica feliz! ;-)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

MISTRUST em Angra dos Reis! - 11/04/12

E como o show não pode parar, sábado o Metal come solto em Angra dos Reis (RJ), com as bandas MISTRUST (Metal Tradicional), SEPULNATION (Sepultura Cover) e DFRONT SA (Thrashcore)! O evento SÁBADO UNDERGROUND, produzido pela equipe Angra Rock, acontecerá no Clube Vera Cruz e começa às 20h. Parabéns à equipe pela iniciativa de levar bandas de fora da cidade para mostrar seu trabalho em Angra!




Keep on rocking!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

R.I.P. Celso Blues Boy

Recebi hoje com tristeza e surpresa a notícia do falecimento de Celso Blues Boy, lendário cantor, guitarrista e compositor brasileiro. Um câncer na garganta, doença desgraçada, o levou muito cedo, com apenas 56 anos. Ainda chocada com o fato, me lembrei das três oportunidades que tive de assistir a um show dele, e também de como já foi simples fazer Rock and Roll... Quando não se precisava de uma caixa de lápis de cor com 180 cores e nem se misturava palavras aleatoriamente para parecer intelectual (Ah, os pseudos, malditos pseudos...).

Apesar da conotação das músicas de Celso ser bastante crua, underground, ate mesmo meio "suja", tudo parecia extremamente honesto, até mesmo meio "inocente": puro blues, puro feeling, puro ROCK!

Descanse em paz, Garoto do Blues!

Keep on rocking...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

#Primórdios do Rock [1] - Qual foi a primeira gravação?

Qual foi a primeira gravação de Rock and Roll do mundo? E quando ela foi feita?

Isso ninguém pode afirmar com 100% de certeza. Teorias existem, são muitas e a maioria delas é plausível. E aqui está uma muito bacana...

Meu Marido tem jogado no Xbox um jogo muito interessante chamado "Fallout 3", o qual se passa num mundo pós-apocalíptico. Como a hecatombe nuclear supostamente se passou na década de 50, a humanidade sobrevivente estacionou culturalmente nesta época, e a trilha sonora do jogo (genial, diga-se de passagem) é composta de vários sucessos dos anos 40 e início dos anos 50. Muito jazz e blues em interpretações de Cole Porter, Ella Fitzgerald, Billie Holliday, Bob Crosby, The Ink Spots, entre outros. Gravações originais, com chiados e estalinhos, e por isso mesmo, cheias de charme. Mesmo quem não gosta de jogar pode comprar a trilha sonora separada, eu recomendo, é bom demais.

Gostei tanto que resolvi pesquisar um pouco a respeito de algumas músicas do jogo, e assim cheguei nas Andrews Sisters. Foi um grupo vocal de muito sucesso nos EUA, formado pelas irmãs LaVerne, Maxene e Patty Andrews, chegando mesmo a ser o mais popular grupo feminino em sua época (fim dos anos 30 até meados dos anos 60). E ao pesquisar sobre elas, descobri que uma de suas canções mais famosas, "Boogie Woogie Bugle Boy Of Company B", de 1941 (!!) é considerada por muitos como uma das primeiras gravações de Rock and Roll da história. Realmente, ao ouvirmos, podemos identificar os elementos básicos do rockabilly e do rock clássico, mas esse estilo de som era chamado, na década de 40, de "Jump Blues", ou seja, um blues tocado em ritmo mais acelerado e dançante. Só mesmo em meados dos anos 50 esse tipo de música passou a ser identificado como Rock and Roll, propriamente dito.

Mas que tudo isso é muito interessante, isso é... E a música é bem legal!

Keep on rocking!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

#Across The Universe [1] - Mr. Big @ London (20/09/11)

Muito chique, não? Eu e Marido assistimos a um show do Mr. Big em Londres!

Durante nossas férias do ano passado, em nossa tão longamente planejada viagem, conseguimos achar um show bacana para ir. Afinal, seria uma pena ir a Londres e não assistir NENHUM show de rock... Pesquisando com antecedência, encontramos essa data do Mr. Big, que eu particularmente adoro, no O2 Shepherd's Bush Empire, e adquirimos os tickets pela internet, imprimimos e levamos bem guardadinhos na nossa mala. Sabiam que lá fora, se você comprar pela internet paga-se MAIS BARATO? Claro, você não está onerando a empresa em nada, não usa as instalações deles, não requer um funcionário prestando atendimento, nem mesmo o papel e a tinta deles você vai gastar, pois vai imprimir na sua casa.

O O2 Shepherd's Bush Empire é uma casa de shows de médio porte, mas muito bonita e confortável, além de organizada. Chegar lá também foi uma tranquilidade, afinal Londres tem 14 linhas de metrô, ônibus circulando o tempo todo, tudo mapeado, sinalizado e bem definido. Igualzinho aqui, né? (NOT!) Pontualidade britânica (literalmente, rsrs) na abertura da casa e no início do show, mas foi melhor comer e beber do lado de fora antes, porque era mais barato. Pelo jeito, isso é igual em qualquer lugar do mundo...

Fomos eu, Marido e mais um casal de amigos. Encontramos lá um público bem mais velho do que costumamos ver por aqui. Para muitos, pareceria que o público inglês é frio, já eu diria que eles são mais comedidos nas demonstrações, mas igualmente entusiasmados. E sabem QUEM estava lá?... Brian May! É, esse mesmo, o lendário guitarrista do Queen! Foi lá, como qualquer mortal que gosta de um bom show de rock, assistiu calmamente e depois ainda escreveu em seu site oficial um elogio à banda. O site Whiplash publicou o comentário feito por May:

"Estive no Shepherds Bush Empire (Londres) no último dia 20 para ver o Mr. Big. Que banda incrível! Músicos sensacionais. Só os tinha visto anteriormente através do YouTube, mas conheço o material antigo. Fiquei embasbacado. Ao vivo, o fogo, a habilidade e a precisão são ainda maiores. Sorri o tempo inteiro. Poderia praticar até 2020 e ainda assim não conseguiria tocar como Paul Gilbert. Magnífico. Se você tiver a chance de vê-los na atual turnê, não deixe passar. Uma banda de rock de verdade, com músicos em seu máximo. Não tem como ser melhor".

Pessoalmente eu fiquei um pouco frustrada quando soube, dias depois, que estive no mesmo local que um dos meus ídolos, na mesma hora, e não dei a sorte de esbarrar com ele... Mas tudo bem! O que importa é que assisti a um SHOWZAÇO!

Com a formação original reunida (Eric Martin, Paul Gilbert, Billy Sheehan e Pat Torpey), a banda abriu o show com a famosa "música da furadeira elétrica", "Daddy, Brother, Lover, Little Boy", pra mostrar logo que não estava para brincadeira. Mesmo já tendo mais de 20 anos, essa música não soa datada, e nem o som deles, de modo geral. Martin continua cantando muito, Gilbert parece estar tocando ainda melhor do que no início da banda, se isso for possível. Sheehan é por si só uma lenda do rock, e fecha com muita competência a cozinha com Torpey.

E foi uma paulada atrás da outra, nunca esquecendo dos eternos sucessos "Green-Tinted Sixties Mind" (uma das músicas mais "fofas" de todos os tempos!) e "To Be With You". Para encerrar a noite em altíssimo nível, "Colorado Bulldog" no segundo bis, saída civilizada e organizada e mais uma cidra Strongbow de saideira. E essa foi nossa aventura em um show de rock londrino!

Keep on rocking!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Rock of Ages & Quarterflash

Estava lendo a respeito do filme "Rock of Ages", que estréia dia 17/08, e eu estou MUITO curiosa para ver. Não sei se vai ser um retrato interessante da cena musical dos anos 80 ou se vai ser uma besteirada caricata como na maioria das vezes, mas o que me chamou a atenção foi a trilha sonora. MUITO bem escolhida! Tem Scorpions, Whitesnake, Bon Jovi, Def Leppard, Twisted Sister, Foreigner, REO Speedwagon, Journey, Poison, Guns... Resta saber se as interpretações vão estar à altura, só assistindo mesmo.

E uma coisa que me deixou de queixo caído foi a inclusão de uma música que eu achava que só eu conhecia/gostava, beeem do início dos anos 80 (precisamente de 81), chamada "Harden My Heart", da banda americana Quarterflash, claramente um "one-hit-wonder", pois não se ouviu mais falar deles depois disso. Eu já ouvia Beatles, Paul McCartney solo, Elvis, Peter Frampton, já curtia rock and roll, e já sonhava em um dia ter uma banda, cantar, essas coisas, e essa faixa lembra a minha infância. Eu adorava, ficava tentando tirar a letra de ouvido e cantava na frente do espelho (eu era criança, dêem um desconto, hehehe). Espero que a artista que cantá-la no filme trate dela com carinho...

Keep on rocking!!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Viper @ Teatro Rival (RJ) - 10/07/12

Muito se falou e especulou sobre essa reunião do Viper, para uma turnê de 25 anos do lançamento do álbum "Soldiers of Sunrise". Vão voltar? Não vão voltar? André Mattos vai largar a carreira solo? Yves Passarell vai largar o Capital Inicial? Eles ainda tem gás?...

Eu já acho que melhor que especular é ir lá conferir. Eu fui e não me arrependo. Preço antecipado viável (R$50,00), local de fácil acesso e olhaí! Evento "sold out"! Não é que é possível?? E com uma platéia bem diferente da dos shows costumeiros, galera mais "old school", muitos indo direto do trabalho pois o show foi numa terça. Inclusive, taí um bom ponto para começar: o horário também era bem tranquilo para meio de semana, e o show começou praticamente na hora, se atrasou 15 minutos, foi muito.

Particularmente, me agradou muito que o show cobrisse apenas os 2 primeiros trabalhos do Viper, pois são os que eu gosto. Fora disso, só uma música ou outra do Evolution e depois eu não me interessei mais em acompanhar (ok, atenção, é apenas a minha opinião!!). Só não precisava ter sido tudo tão arrumadinho, tocaram primeiro o "Soldiers", músicas praticamente na ordem do disco (acho que só trocaram duas de lugar), depois intervalo, depois o "Theatre of Fate", etc. Se misturassem mais e a galera ficasse na expectativa do que vem depois teria sido mais bacana.


Mas vamos parar de reclamar, o show foi muito bom! Respondendo a algumas das perguntas do início: sim, eles ainda tem gás, ainda que não sejam mais crianças (e nem nós, hahaha), ainda sabem muito bem o que estão fazendo ali. E não, Yves Passarell não largou o Capital Inicial e nem veio com a banda, o músico só fez participações eventuais em SP. Hugo Mariutti o substituiu com competência.

Extremamente simpáticos, os músicos do Viper ganharam a platéia logo de cara, e o povo estava MUITO animado, todo mundo sabia tudo de cor, a ponto do André deixar a galera cantar "Living For The Night" praticamente sozinha. Rodas foram abertas na maioria das músicas. Pit Passarell ganhou vários corinhos de "Pit, Pit, Pit, Pit" e roubou a cena várias vezes, meio doidão mas muito carismático. André também conversava com a platéia e acabou se alongando demais em alguns momentos, mas o fato acabou virando piada entre o público e ninguém se irritou por isso.


Foi uma grande noite, do tempo em que Metal não tinha subdivisões, sub-estilos, sub-vertentes... Um pouco antes do final da primeira parte, André começou a contar sobra a primeira demo deles, a primeira música que gravaram, e omo o resultado final ficou tosco. A boa história serviu de introdução para "HR", e então se abriu a maior e mais demorada roda da noite. No intervalo do show, um documentário de uns 20 minutos contando a história da banda foi muito interessante, com depoimentos dos integrantes, produtores e ex-membros.

Quando acabou o repertório do "Theatre of Fate", e consequentemente a segunda parte do show, a banda saiu do palco deixando todo mundo curioso sobre o que seria tocado no bis. Não chegou a ser uma grande surpresa, voltaram com "Evolution" e "Rebel Maniac", do álbum também chamado "Evolution", trabalho que já não contou com André Mattos na formação do Viper. E fecharam com uma boa cover de "We Will Rock You" (Queen), confirmando o que eu comentei no meu post anterior, que as coisas boas são eternas! ;-)

Saí de lá satisfeita, pois finalmente pude ver o Viper ao vivo, e com uma sensação boa de ter voltado no tempo, nem que fosse só por duas horas e meia. Se eles vão voltar? Não sei, e acho pouco provável. A turnê comemorativa vai render um CD e um DVD, e acho que pára por aí. É pena, pois eles ainda teriam lenha para queimar, a julgar pela apresentação feita.

Keep on rocking!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Certas coisas são eternas...

Eu ia escrever hoje sobre o show do Viper, que aconteceu dia 10/07 no Teatro Rival (RJ), mas resolvi compartilhar um outro fato interessante.

Estava com meu Marido, meus colegas de banda e outros amigos conversando quando resolveram colocar para rolar o DVD do Tributo a Freddie Mercury (1992), no Estádio de Wembley.

Imediatamente todo mundo fez silêncio para assistir, quase que reverentemente, um evento de 20 anos atrás. O silêncio só era quebrado por comentários sobre as músicas e os participantes, gente do calibre de Tony Iommi, David Bowie, Roger Daltrey, Robert Plant, Annie Lennox, James Hetfield, todo o Def Leppard, entre outros. E descontem 20 anos desse povo todo, estava todo mundo no auge!! Frases do tipo "Roger Daltrey é Deus!", "David Bowie é o cara!", "Olha o vozeirão da Annie Lennox!", com destaque para o que o batera da minha banda falou, durante a performance de "I Want It All" com Daltrey no vocal e Iommi na guitarra: "Vocês tem noção que tem Queen, Black Sabbath e The Who nesse palco ao mesmo tempo?"

Todos os artistas maravilhosos que passaram por ali tinham a companhia mais que ilustre dos 3 membros sobreviventes do Queen, visivelmente emocionados. O clima no palco era o melhor possível, todo mundo parecia realmente estar curtindo estar lá e homenagear Freddie. Alguém já viu Tony Iommi sorrindo em um show? Ele sorriu várias vezes nesse. E a voz embargada de Elton John, que apesar de parecer que ia chorar a qualquer momento, segurou a peteca com toda a competência que sempre teve, cantou "The Show Must Go On" sozinho e dividiu "Bohemian Rhapsody" com um Axl Rose que ainda mandava bem. Eu tive a oportunidade de assistir isso na TV em tempo real, numa época em que não existia internet e nem TV a cabo, pois por algum desígnio divino inexplicável a BAND (que na época tinha em sua grade um programa chamado Hollywood Rock) resolveu transmitir ao vivo.

O resultado foi um rosto inchado de chorar pela madrugada adentro e 2 fitas de VHS que praticamente furaram de tanto que eu assisti. Hoje, é claro que tenho o DVD, mas as duas fitas estão guardadas entre as minhas relíquias.

Esse tributo é perfeito por tudo: a emoção, a presença ainda muito forte de Freddie (não tinha nem um ano do seu falecimento), músicos sensacionais no auge, e a sensibilidade de Brian May, Roger Taylor e John Deacon em escolherem o vocal certo para cada música, artistas tão diferentes entre si como Seal e James Hetfield, por exemplo, mas que se encaixaram lindamente nos muitos estilos que o Queen tinha. E a reação das pessoas presentes, assistindo comigo o DVD, mostra mais uma vez que música BOA vai viver para sempre, vai agradar a todos, e nunca vai depender de um rótulo ou estilo, pois apesar das músicas do Queen serem tão variadas e diferentes entre si, eles eram UMA BANDA DE ROCK! E quem gosta de ROCK vai gostar de assistir. E 20 anos depois eu me emocionei de novo...

Keep on rocking!!

sábado, 21 de julho de 2012

Maidens in Metal - O Retorno

Amigos, estou reativando o blog. A falta de tempo, a correria do dia-a-dia, os compromissos, enfim, tudo era motivo para "deixar para escrever depois", por mais que houvesse alguma boa idéia na mente. E de tanto "deixa-pra-depois", o blog acabou ficando esquecido num canto, junto com aquelas coisas que vivemos precisando tirar um tempo para fazer.

Mas escrever me faz falta, e principalmente escrever sobre algo que eu amo tanto como o Rock and Roll. Então resolvi retomar a atividade, mas desta vez me organizando para não deixar este espaço ficar esquecido de novo. Neste post inicial da nova fase, gostaria de deixar claro que escrevo porque gosto, para compartilhar opiniões e experiências, e não com a pretensão de me tornar fonte de notícias sobre o rock mundial ou o Underground carioca. Para esse fim já temos ótimos sites na rede, muito completos e feitos com muita competência (links na lateral). Aqui é o meu espaço, é onde pretendo falar sobre vários assuntos relacionados ao Rock em geral e em especial ao Heavy Metal (que é o meu estilo favorito). Claro que isso não impede que eu divulgue algum evento ou fale sobre algum lançamento, afinal tudo isso é pertinente ao assunto. Lembrem-se que este blog é escrito por uma mulher, então também teremos alguns "papos de mulherzinha", claro que sempre relacionados ao tema principal, hehehe... Aos radicais, este blog não falará apenas sobre Metal, apenas este será o estilo predominante. O que importa, no fim das contas, é o ROCK AND ROLL ;-)

Então é isso... Espero que gostem de ler, tanto quanto eu certamente vou gostar de escrever.

Um abraço e... Keep on rocking!!