segunda-feira, 29 de outubro de 2012

[Live!] Ratos de Porão @ Circo Voador - 26/10/12

Ainda bem que eu consegui vencer o cansaço de sexta à noite, para prestigiar a comemoração de 30 anos dos Ratos de Porão, no Circo Voador! Eu, Marido e mais um grupo de amigos estávamos entre as quase 2 mil pessoas que testemunharam que o tempo não passa para certas bandas.

Infelizmente não deu tempo de assistirmos ao show da banda de abertura, "Serial Killers". Depois de atravessarmos o engarrafamento tradicional da Lapa, chegamos ao Circo uns 20 minutos antes do Ratos começar os trabalhos. E foi uma noite totalmente "oldschool"! Punk rock, mosh pits contínuos, galera das antigas e parte da história do rock e do underground nacional ali em cima do palco.

As primeiras músicas foram cantadas por Jão, que depois foi pra bateria e depois assumiu a guitarra (o cara praticamente joga nas 11). A maioria dos ex-integrantes participou do show-comemoração em algum momento: Jabá, Betinho, Spaguetti, Fralda e Mingau estiveram lá para assinar embaixo desses 30 anos de existência.

E por falar em Mingau, o cara por si só já é uma lenda. Pra começar, o cara é canhoto, vira a guitarra pro lado de canhoto, e usa as cordas invertidas também. E além do Ratos, também passou pelos Inocentes, pela banda 365 - que só quem lia a revista Bizz na segunda metade dos anos 80 deve ter ouvido falar - e desde 1999 assumiu o baixo no Ultraje a Rigor (a meu ver, a melhor banda do BRock 80, mas isso já é assunto para outro post).

Quando João Gordo entrou no palco, na sétima música, o respeito da galera por ele e o gás que ele ainda tem para cantar e agitar as massas fez todo mundo esquecer desse papinho de "traidor do movimento". O cara é, SIM, um ícone do punk rock nacional e isso não se discute. E o som corria solto, muito bom mesmo, nenhum clássico ficou de fora, a primeira sequência com Gordo no vocal tinha logo duas porradas históricas: "Que vergonha" (originalmente da banda Olho Seco, mas que foi gravada pelo Ratos) e "Crucificados pelo Sistema". No meio de tantas músicas épicas, ainda ganhamos um cover de Ramones, a ótima "Commando". Gordo também foi responsável por um diálogo hilário com Mingau, dizendo que ele "virou new wave, traiu o movimento e criou o 365", no que o músico canhoto retrucou zoando o ex-companheiro por ter feito um comercial de TV.

Os stage dives não pararam por um minuto, a galera muito alucinada subindo no palco, pogando sem parar e se jogando (alguns de cabeça, como é que não se machucam? Vou passar a vida toda sem entender). Os seguranças não impediram a grande maioria, só evitavam que a galera pudesse, sem querer, chutar um equipamento ou algo assim. E não deixavam ninguém agarrar nenhum dos integrantes, teve gente que tentou mesmo. Fora isso, tudo foi festa, povo agitando do início ao fim, como um evento desses merecia.

 
Não rolou bis, o que na hora achei meio esquisito, mas pensando bem, o show foi porradaria ininterrupta, fazer aquela ceninha clássica de sair, esperar, voltar e recomeçar seria meio anti-clímax (além das principais músicas já terem sido todas tocadas).
 
 
Valeu demais a pena, foi uma viagem ao passado - e de primeira classe!

Keep on rocking!
 
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Rock in Rio 2013 - Contagem Regressiva

Foi dada a largada para a temporada de reclamações, contestações, abaixos-assinados e especulações que antecedem o Rock in Rio! Já temos três nomes de peso (sem trocadilhos, por favor) confirmados: Iron Maiden, Metallica e Bruce Springsteen, além do Sepultura. E rolam os boatos sobre AC/DC (tomara, tomara, tomara!), The Cure (ainda existe?!) e outros nomes tão díspares e inusitados quanto.

O que eu penso disso tudo? Bem, pra começar, achei ótima a inclusão de Bruce “The Boss” Springsteen. As pessoas precisam entender que o nome do festival é ROCK IN RIO e não “Metal in Rio” ou “Bangers in Rio”. Sendo ROCK AND ROLL, pra mim é válido. Pra cada Springsteen que vem, é uma Adele ou Claudia Leite a menos no line up. Quanto mais o Rock in Rio fizer jus ao seu nome, melhor vai ser para nós todos, com cada vez menos pop-lixo e trios elétricos.

Outro ponto: tem que chamar bandas ditas “mainstream” SIM! O povo quer ver os seus ídolos e é inegável que Maiden e Metallica tem uma legião considerável de fãs. E ninguém está ali pra fazer caridade, o festival visa ganhar dinheiro. Podiam trazer umas bandas um pouco mais “lado B”? Até podem, na verdade, DEVEM. Desde que - sempre! - tenham um headliner monstro para garantir que a galera vai lotar aquilo lá e fazer o evento continuar viável. E desde que haja também algum tipo de pesquisa de mercado. Nada pessoal, mas o que eram Gloria e Coheed and Cambria, na edição passada? Isso está longe de ser “mainstream”, e na minha modesta opinião, longe também de ser o supra sumo da qualidade do rock mundial...

Atenção - NÃO ESTOU DEFENDENDO a organização do Festival, muito pelo contrário. A produção de um evento que se diz “de rock” e que chama coisas do naipe da baiana fake Claudia Leite (que ainda se deu ao luxo de ofender os rockeiros em geral), Britney Spears, Sandy e Junior e afins não merece defesa alguma. Mas há que se ver o lado bom da coisa, “always look at the bright side of life”, já cantava Eric Idle em “A Vida de Brian”, clássico filme dos humoristas ingleses do grupo Monty Python.

Em todas as edições, o dia do Metal é o primeiro (quando não o único) a ser “sold out”. E em todas as vezes, mais notadamente em 2001, a realização do festival acabou dando um gás na produção local de eventos, colocando a roda do underground para girar mais rápido e trazendo uma nova empolgação à cena e aos fãs do gênero. Se essa empolgação dura e se a galera faz as coisas direito, aí já é outra conversa...

E não vai ter axézeiro, chicleteiro, Restart, Rebelde ou qualquer outra porcaria que o Sr. Medina invente de chamar, que me faça deixar de ver pela sexta vez o Iron Maiden, que é uma das três bandas mais importantes da minha vida (junto com Queen e Beatles). Se vier mais gente boa para a festa, como o AC/DC, que nunca vi ao vivo e tenho loucura pra assistir, ou o Def Leppard e o Megadeth, como andaram especulando (e que eu também quero muito ver), melhor ainda, vou mais feliz!!

Keep on rocking!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O Adeus a um Guerreiro

Ainda não tinha conseguido escrever sobre o que foi a perda do nosso amigo Ernani Henrique, que foi guitarrista da Ocean Soul e com quem tive a felicidade de dividir o palco. A ficha ainda não tinha caído, na verdade continua não caindo. Está sendo difícil encontrar as palavras, já comecei esse texto três vezes e voltei atrás. Resolvi esperar o tempo passar um pouco, já se vão 3 semanas, para ter um certo distanciamento. Mas mesmo assim, é duro, muito duro.

Por mais que, ao longo desses anos que conhecemos e convivemos com o Naninho, sempre tenhamos sabido de suas condições de saúde, não é algo para o que estivéssemos preparados. Não é certo, não é lógico, não é natural ver alguem ir embora tão cedo. E com toda aquela garra e a vontade de viver que ele possuía, no fundo achávamos que isso não ia acontecer.

Prefiro então, como homenagem, não falar da parte triste, nem dos momentos finais e nem da dor que eu, meu Marido e nossos amigos sentimos. Até porque se tinha uma coisa que definia bem o Naninho era o seu alto-astral e otimismo. Um tanto resmungão, o que lhe valeu o apelido de “Papai Velho” (juntamente com algumas outras manias de “idoso” que ele tinha), mas fundamentalmente bem humorado.

O que vou me lembrar pra sempre, e deixar registrado aqui, é o Naninho companheiro de aventuras e perrengues, como o show do Maiden em SP, como a viagem das sete bandas para tocar em Nova Almeida (ES), como o dia em que fomos todos tocar em Volta Redonda (RJ) e o pneu do meu carro explodiu. O que fica, é a imagem do músico perfeccionista e nerd, que passava o ensaio inteiro timbrando a guitarra com o notebook aberto e estava sempre correndo atrás de mais e melhores equipamentos. E vamos guardar pro resto da vida, também, a adoração que ele tinha pelo Iron Maiden, a ponto de tatuar um Eddie nas costas. Em um de nossos shows, no Calabouço Rock Bar (RJ), íamos tocar uma cover de “Prowler”, do primeiro CD do Maiden, e eu deixei que ele apresentasse a música. Todo feliz ele chegou no microfone e só berrou: “É IRON, PORRA!!!” E em seguida atacamos a música pois não precisava dizer mais nada...

Essa pessoa espirituosa, atenciosa, bem-humorada a ponto de fazer piada com a própria situação em muitas vezes vai deixar muitas saudades, mas por tudo que semeou aqui, pela quantidade de gente que correu ao hospital para poder vê-lo uma última vez (a ponto das recepcionistas acharem que se tratava de alguém famoso), ele com certeza está bem, em um bom lugar, cercado de paz. Espero que tenha onde plugar a guitarra e o baixo (ok, e o notebook para ficar timbrando também) por aí, meu Amigo, e que você tenha agora o descanso merecido.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

#Across The Universe [2] - Um dia em Liverpool (pt.4)

Penny Lane, um capítulo à parte.

 
A música "Penny Lane", do álbum "Magical Mistery Tour", apesar de muitos teóricos da conspiração buscarem significados ocultos, nada mais é do que o relato de um garoto sobre o que ele via na vizinhança. Trata-se de uma rua, perto do local onde John Lennon morou quando criança, e onde ele e Paul se encontravam para pegar ônibus para o centro da cidade, quando adolescentes. Nos anos 60, muitas linhas de ônibus tinham seu ponto final ali, sendo assim, era comum ver viaturas com "Penny Lane" no letreiro por toda a cidade.

"Penny lane there is a barber showing photographs
Of every head he´s had the pleasure to have known
And all the people that come and go
Stop and say hello..."

 
A tal barbearia existia mesmo, e existe até hoje, funcionando normalmente! Seus donos se orgulham da menção ao estabelecimento em uma das músicas mais conhecidas dos Fab Four, e fazem questão de colocar na vitrine uma placa informando o fato, com a foto da banda e tudo. Dentro, funcionários muito simpáticos e muitas fotos antigas na parede - exatamente como na letra! Só que agora as fotos incluem seus fregueses mais famosos...

"Behind the shelter in the middle of the roundabout
The pretty nurse is selling poppies from a tray
And though she feels as if she´s in a play
She is anyway..."


Bem perto fica também o abrigo, no meio de uma rotatória, que servia de ponto final para todas as linhas de ônibus, como já foi dito - era o "shelter in the middle of the roundabout"! Antigamente, placas de rua com o nome "Penny Lane" eram alvo constante de turistas e fãs dos Beatles, que as roubavam para levar como recordação, e tinham que ser repostas. Depois de um tempo, a prefeitura simplesmente desistiu e passou a pintar o nome da rua nas paredes dos prédios. A partir de 2007, no entanto, a administração da cidade voltou atrás e passou a colocar placas mais "resistentes" a roubo (mas mesmo assim, uma ou outra ainda some, de vez em quando).

Keep on rocking!

domingo, 2 de setembro de 2012

Sobre o barraco do Queensrÿche...

Eu acho uma pena quando uma banda boa, que eu ouço desde a minha adolescência, acaba. E quando ela não acaba, mas se divide e fica rendendo mais barraco do que música, aí é de chorar. Lamentável a situação em que se encontra o Queensrÿche: de um lado, o sensacional cantor Geoff Tate, cuja voz é marca registrada dos trabalhos que eles lançaram até hoje, do outro o resto da galera (Michael Wilton, Eddie Jackson, Scott Rockenfield e Parker Lundgren). Tate surtou, chegou ao ponto de tentar esfaquear o batera Scott Rockenfield na passagem de som para o show em SP, em abril último. Em um vídeo de outra apresentação, pode-se ver o vocalista cuspindo em direção ao batera, em pleno show.

Ele alega que foi traído pelos ex(?)-colegas, que planejaram demiti-lo e já tinham até escolhido seu substituto, tudo isso pelas suas costas. Ao mesmo tempo, dava declarações de que já tinha material novo para gravar e excursionar em 2013 com o Queensryche, e também que "2012 seria dedicado por todos a seus projetos paralelos". Em seguida a banda anuncia a saída de Tate pelas famosas "divergências criativas" e dá o nome do novo vocalista, Todd La Torre, anteriormente à frente do Crimson Glory.

Eis que agora Tate apresenta "o novo Queensrÿche", com Rudy Sarzo (ele está em todas!), Bobby Blotzer, Glen Drover, Kelly Gray e Randy Gane, enquanto os antigos colegas também mantém o nome Queensrÿche... E agora? Quem tem a razão nesse imbroglio todo? Com quem fica o nome? Segundo comunicado dos músicos do "Queensryche original", se é que podemos chamar assim, o acesso deles ao site da banda, Facebook e afins foi bloqueado, numa típica guerrinha de mimimi adolescente.

É simplesmente PATÉTICO ver adultos, profissionais, que têm um nome construído com muitos anos de estrada, se comportando assim. Mais triste ainda é ver artistas desse nível chamarem a atenção mais pela baixaria do que pela música. A verdade é que a banda já não rendia mais o mesmo desde a saída do guitarrista original e principal compositor Chris de Garmo no final dos anos 90, mas ainda assim fazia um som digno de respeito, ao longo de 30 anos de carreira. Muito difícil avaliar sem conhecer pessoalmente os envolvidos, mas parece que realmente Geoff Tate está acometido do mesmo tipo de "surto" que levou, em 2004, Timo Tolkki a fingir ter sido esfaqueado, urinar no tecladista da banda, acabar com o Stratovarius e depois voltar atrás, chamar uma mulher esquisita para ser a vocalista e depois ficar tudo por isso mesmo. A pergunta é: será que neste caso também vai acabar ficando tudo por isso mesmo, vão todos sair para comer uma bela pizza e fazer as pazes? Ou será que é mesmo o fim da linha para o Queensryche como nós conhecemos, com o vozeirão espetacular e inconfundível de Tate à frente?

Só o tempo dirá... Enquanto isso, fica aí um som para lembrar os bons tempos e fechar bem o domingo.



Keep on rocking!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Read n'Roll [1] - "Queen nos Bastidores" (Peter Hince)

Acabei de ler, esses dias, o livro "Queen nos Bastidores - Minha Vida com a Maior Banda de Rock do Século XX", do inglês Peter Hince. Ganhei do Maridão, de presente de aniversário, e adorei!

Peter começou como roadie do Queen, mais frequentemente de John Deacon, e depois passou a chefiar a equipe técnica, trabalhando para eles durante praticamente toda a vida útil da banda. Esteve ao lado deles em todas suas turnês dentro e principalmente fora da Inglaterra, gravações dos álbuns e filmagens dos clipes. O livro é escrito de forma muito elegante, o autor faz questão de dizer que não foi incluído nenhum detalhe escabroso ou desnecessário sobre a vida privada dos membros da banda, apenas histórias ocorridas "on the road" e curiosidades sobre Freddie, Brian, Roger e John e sobre todo o universo que os cercava.

O que temos, então, é um relato de como era a vida profissional de uma grande banda de rock, e de como é o trabalho que existe por trás da mesma, para que tudo aquilo possa acontecer, escrito por um cara que realizou o sonho de muitos jovens de classe média inglesa dos anos 70 - fazer parte daquilo tudo. Ele começou, adolescente ainda, a trabalhar como roadie para a banda Mott The Hoople, em 1973 e algum tempo depois, quando o Queen passou a abrir os shows da banda (bem mais famosa na época), foi contratado por Freddie & companhia.

Nem tudo era diversão, brincadeiras, sexo, drogas e rock and roll, muito embora fosse óbvio que tudo isso existia. Trabalhava-se duro, quase vida de operário mesmo, era desgastante, cansativo e tenso. Mas para Peter Hince, apelidado como "Ratty" (pois Freddie achava que ele parecia um rato) valeu a pena, pois durante o tempo que trabalhou para o Queen ele não só fez parte da história de uma das maiores e mais importantes bandas de todos os tempos como também se divertiu um bocado, encontrou muita gente interessante e conheceu boa parte do mundo. E ganhou uma nova profissão também, pois com suas economias ganhas como roadie, ele comprou uma câmera semi-profissional e passou a fotografar o cotidiano dos bastidores do Queen, algumas dessas fotos estão no livro também. Com o tempo, Peter foi tomando gosto pela fotografia e acabou se tornando profissional, voltado para a área de propaganda. Amostras de seu trabalho podem ser vistas em seu site oficial.

O livro "Queen nos Bastidores - Minha Vida com a Maior Banda de Rock do Século XX", de Peter Hince, saiu no Brasil este ano, pela editora Prumo e com tradução de Maria Elizabeth Hallak Neilson. É ótimo de ler, principalmente para aqueles que amam o rock and roll e sua história.
 
 

Keep on Rocking!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

#Across The Universe [2] - Um dia em Liverpool (pt.3)

As quatro crianças de Liverpool...

Após conhecermos o centro de Liverpool, partimos para visitar as casas onde cada um dos quatro Beatles nasceu, começando pela primeira casa de Ringo Starr, no número 9 da Madryn Street. A construção se encontra vazia, assim como as da vizinhança, e toda a área corria o risco de ser demolida devido a um projeto de revitalização da área, até que a pressão popular convenceu o secretário de Estado de habitação britânico a manter e restaurar a casa de Ringo e outras 31 próximas.


Perto dali, uma construção que chama a atenção: é o prédio que aparece na capa do primeiro álbum solo de Ringo, "Sentimental Journey", gravado durante o processo de separação da banda e lançado ainda em 1970. Na entrada, um cartaz falando sobre a foto na capa do disco, mais uma demonstração do quanto a cidade se orgulha da história de seus filhos mais famosos.


Em seguida fomos à segunda casa de Ringo, para onde ele se mudou ainda criança, na Admiral Grove Street, nº10, e lá encontramos uma verdadeira jóia rara: uma senhorinha de 95 ANOS que foi vizinha de Ringo naquela época e hoje mora na casa. Miss Margaret se auto-intitula "Embaixadora dos Beatles" e tem nas paredes toneladas de fotos com os membros da banda e com outros artistas famosos também. Ficamos por uma meia hora na casa de Margaret ouvindo histórias da infância de Ringo, e do início do sucesso dos Fab Four, foi encantador!






Em seguida fomos conhecer o local onde nascera George Harrison. Só de entrar na Arnold Grove Street já fiquei emocionada, afinal George sempre foi o meu Beatle preferido. E chegamos ao nº12, onde ele nasceu. Entre os quatro, ele era o que tinha a situação mais difícil, sua casa era muito simples, o banheiro ficava fora da casa, inclusive. Dizem que no inverno o frio era tanto, e a família não tinha aquecimento em casa, que as comidas podiam ficar fora da geladeira, pois estaria mais QUENTE no interior do aparelho do que fora.






James Paul McCartney nasceu no Hospital Geral de Walton, em Liverpool, e passou a maior parte de sua infância e juventude no nº 20 da Forthlin Road. Essa casa é conhecida como "o berço dos Beatles", pois foi onde as primeiras músicas da banda foram compostas, e era ali que eles se reuniam e ensaiavam, no início. A área onde a residência se encontra foi toda reconstruída depois da II Guerra Mundial, foi uma das regiões que mais sofreu durante o período.





John Lennon nasceu e passou seus primeiros 5 anos de vida com sua mãe, na Newcastle Road, nº 9. Nessa época, seus tios acharam que seria melhor para a educação do menino se ele fosse morar com eles e o levaram para Woolton, na Menlove Avenue 251, numa casa conhecida como "Mendips". Ele morou lá com sua tia Mimi até os 23 anos de idade. Uma curiosidade: quando a família de Lennon se mudou de "Mendips", a casa foi alugada pelo tio do guia da nossa tour. Um belo dia, quando ele e sua família acordaram, encontraram vários Beatlemaníacos acampados em seu quintal e tirando fotos da casa... Inclusive o guia nos mostrou, e emprestou para tirarmos fotos, a plaquinha original do número da casa, que caiu e ele catou e guardou antes dos tios se mudarem dali.


E prosseguimos nosso passeio, ao som de "In My Life" e com todos nós chorando dentro da van... É, o guia sabia direitinho como conduzir a tour e emocionar a galera, até o CD que ele colocou como trilha sonora tinha o timing perfeito. Próxima parada: Penny Lane!

Keep on rocking!